Inadimplência em queda? Espírito Santo encerra 2025 com alívio financeiro
Essa retração permitiu que 117,6 mil capixabas deixassem a lista de inadimplentes.

O Espírito Santo encerrou o ano de 2025 com uma notícia positiva para a economia doméstica. Isso porque, em dezembro, o estado registrou uma queda de 2,9 pontos percentuais no índice de contas atrasadas em relação a novembro. Essa retração permitiu que 117,6 mil capixabas deixassem a lista de inadimplentes.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiConsequentemente, o resultado final do ano superou a média alcançada em 2024. Os dados integram a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela CNC e analisada pelo Connect Fecomércio-ES. Esse movimento traz um respiro estratégico para as famílias, especialmente diante das taxas típicas de início de ano, como IPVA e IPTU.
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De acordo com o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o número reflete uma recuperação na capacidade de pagamento dos lares.
“A melhora impacta diretamente a organização financeira das residências e projeta um cenário mais otimista para o consumo em 2026”, destaca.
Além disso, o setor produtivo também colhe os frutos dessa mudança. A redução nos atrasos eleva as chances de as empresas recuperarem crédito e fortalece o poder de compra local.
Base da pirâmide
Em termos de perfil de renda, a melhora atingiu principalmente a base da pirâmide. Do total de pessoas que saíram do vermelho, 108,7 mil recebem menos de 10 salários mínimos. Entretanto, o coordenador André Spalenza ressalta que esse grupo continua mais exposto às variações da economia, apesar do avanço recente.
Já entre as famílias que ganham acima de 10 salários mínimos, a queda nas dívidas com mais de 90 dias de atraso foi ainda mais acentuada, passando de 33,3% para 23,8%. O segmento de maior renda demonstrou uma agilidade superior para ajustar suas contas e reduzir o volume de débitos prolongados.
Por outro lado, o volume de pessoas com algum tipo de dívida (endividados, mas não necessariamente inadimplentes) ainda preocupa, atingindo 89,5% da população. O cartão de crédito figura como o principal vilão em todas as classes sociais. Todavia, a natureza do débito varia: famílias mais ricas concentram dívidas em imóveis e veículos, enquanto as de menor renda recorrem ao cheque especial e carnês.
Com informações da assessoria de imprensa
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