Economia

Economia capixaba supera média nacional e cresce pelo 3º ano consecutivo

A força do setor industrial foi o principal motor dessa engrenagem.

Economia capixaba
Foto: Freepik

O Espírito Santo consolidou sua trajetória de expansão econômica ao registrar uma alta de 3,2% em 2025. De acordo com o Indicador de Atividade Econômica (IAE-FINDES), o estado mantém um ciclo de crescimento desde 2023, quando subiu 3,4%, seguido por um avanço de 2,5% em 2024. Os dados, apresentados nesta quarta-feira (18) em Vitória, revelam que o desempenho capixaba superou o índice nacional de 2,3%.

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Indústria e petróleo alavancam o resultado

A força do setor industrial foi o principal motor dessa engrenagem. O segmento cresceu 6,1%, impulsionado sobretudo pela indústria extrativa, que saltou 18,6%. Dentro desse nicho, a produção de petróleo e gás natural brilhou com uma elevação de 26,8%, enquanto a pelotização de minério de ferro subiu 7,6%.

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O gerente de Ambiente de Negócios do Observatório Findes, Nathan Diirr, explica que o navio-plataforma Maria Quitéria, no campo de Jubarte, foi decisivo. Segundo ele, a unidade elevou a produção de gás em 51,8% e a de petróleo em 32,7%. Dados da ANP confirmam o vigor do setor: o estado produziu, em média, 192,9 mil barris de óleo e 5,1 milhões de m³ de gás por dia em 2025.

Desafios no mercado internacional

Apesar do otimismo, o cenário global impôs obstáculos severos. O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destaca que a queda nos preços das commodities afetou o valor das exportações. Embora o volume exportado tenha subido 11%, o faturamento recuou 2,1%. Itens como café, celulose e minério sofreram com a desvalorização externa e o câmbio instável.

Além disso, o dirigente ressalta que os juros altos (Taxa Selic) limitaram investimentos em áreas sensíveis ao crédito. Por esse motivo, a indústria de transformação recuou 0,8%. Setores como papel e celulose (-2,7%) e alimentos (-0,8%) sentiram o peso da política monetária e das tensões comerciais entre Estados Unidos e outros mercados.

Agropecuária e serviços em alta

A agropecuária registrou a maior variação percentual do ano, com um salto de 13,9%. A economista-chefe da Findes, Marília Silva, aponta que o resultado reflete a alta produtividade no campo. A agricultura subiu 16,7%, beneficiada pelas safras de café, milho e soja. Já a pecuária contribuiu com um avanço de 1,3%.

No setor de serviços, a alta foi de 1,2%. O comércio cresceu 1,0%, favorecido pelo aumento da renda familiar, enquanto o transporte subiu 2,6% para dar vazão à produção industrial e agrícola. Para 2026, o Observatório Findes projeta uma continuidade do ciclo positivo, com previsão de crescimento de 2,1% para o PIB estadual.

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Formada em Licenciatura Letras Português/Literatura. Experiência com assessoria pública e gestão administrativa. Atua na parte esportiva do Aqui Notícias e é cooperadora do podcast esportivo: Linha de Fundo, apresentado toda segunda, quarta e sexta.