Policiais são investigados por ligação com tráfico no Espírito Santo

A Operação Turquia 2 avança na manhã desta quarta-feira (18) no Espírito Santo e coloca policiais investigados no centro das apurações. A ação também resulta em um preso durante o cumprimento de mandados judiciais. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/ES) conduz a operação. Além disso, o GAECO do Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil apoiam as diligências.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAs equipes atuam dentro da operação nacional “Força Integrada I” e intensificam o combate ao crime organizado. O foco principal recai sobre uma organização criminosa com participação de servidores públicos ligados ao tráfico de drogas.
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As investigações começam após a prisão em flagrante de um dos principais líderes do tráfico na Ilha do Príncipe, em Vitória, em fevereiro de 2024. A partir desse marco, os investigadores aprofundam as análises e identificam indícios consistentes de ligação entre o suspeito e agentes públicos.
Com o avanço das apurações, os investigadores identificam possível cooperação irregular durante diligências policiais. Segundo os dados levantados, parte das drogas apreendidas em ações oficiais pode ter sido desviada para abastecer a própria organização criminosa.
Além disso, os levantamentos indicam que uma parcela dos entorpecentes não era registrada nos boletins de ocorrência. Em seguida, integrantes do esquema repassam os materiais a intermediários ligados ao grupo investigado.
Operação Turquia 2 revela policiais investigados
Na primeira fase da operação, as equipes cumprem cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. Na ocasião, as autoridades também determinam o afastamento de três policiais civis do Departamento Especializado em Narcóticos.
Agora, com a continuidade da Operação Turquia 2, novos elementos apontam o possível envolvimento de outro policial civil do mesmo setor. Além disso, os investigadores identificam a atuação de lideranças do tráfico em parceria com servidores públicos.
Nesta etapa, a Justiça decreta a prisão temporária de um policial civil que havia sido apenas afastado anteriormente. Dessa forma, a investigação amplia o alcance das medidas judiciais.
As equipes cumprem cinco mandados de prisão temporária, três de busca e apreensão e uma medida de afastamento de função pública. Durante as diligências, os agentes também realizam uma prisão em flagrante.
No local, os policiais encontram porções de cocaína e haxixe, além de insumos usados no preparo de drogas. Com isso, os investigadores reforçam os indícios de continuidade das atividades ilícitas.
A FICCO/ES reúne forças de segurança em atuação conjunta. Participam a Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, SENAPPEN e Guardas Municipais da Grande Vitória.
Por fim, as autoridades informam que seguem analisando provas e executando novas diligências. O objetivo permanece claro: desarticular a organização criminosa e responsabilizar todos os envolvidos.
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