PF mira esquema de licitações e bloqueia R$ 1,2 milhão no ES
PF deflagra Operação Nêmesis contra fraude em licitações no ES e BA. Mandados, bloqueio de R$ 1,2 milhão e apreensões marcam ação.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9), a Operação Nêmesis para investigar um esquema de fraudes em contratações públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ao todo, os agentes cumprem 15 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de bloqueio de valores e sequestro de imóveis, que podem alcançar R$ 1,2 milhão.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA corporação solicitou as medidas, e a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo autorizou a operação no âmbito de um inquérito policial. A investigação apura, sobretudo, irregularidades em contratos firmados na administração municipal.
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As equipes atuam, simultaneamente, nos municípios de São Mateus e Linhares, no Espírito Santo, além de Valença e Teixeira de Freitas, na Bahia. A ação conta, inclusive, com o apoio da Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia, que auxilia no cumprimento das diligências.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado teria estruturado um esquema para utilizar, de forma irregular, atas de registro de preços de outros entes federativos. Com isso, os envolvidos buscavam burlar processos licitatórios e direcionar contratações públicas.
Além disso, os investigadores identificaram indícios de superfaturamento de serviços, pagamento de vantagens indevidas e ocultação da origem dos recursos. Também foram constatadas movimentações financeiras atípicas, incompatíveis com a renda declarada de alguns investigados.
Ainda conforme a apuração, os suspeitos teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas como intermediárias para dissimular a origem e o destino dos valores, o que caracteriza possível prática de lavagem de dinheiro.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam cerca de R$ 86 mil em espécie, aproximadamente R$ 2 milhões em cheques e três veículos. As medidas cautelares têm, portanto, o objetivo de ampliar a coleta de provas, identificar todos os envolvidos e interromper a continuidade das práticas investigadas.
Os fatos apurados podem configurar crimes como fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais. Somadas, as penas máximas podem ultrapassar 30 anos de reclusão, além da aplicação de multas e outras sanções legais.
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