Investimentos avançam no ES e desafio agora é encontrar talentos
Criado para reunir as principais lideranças empresariais do Espírito Santo, o LIDE ES coloca em pauta temas estratégicos para o desenvolvimento do estado.

O Espírito Santo vive um paradoxo: cresce em infraestrutura, logística e comércio exterior, mas não tem mão de obra qualificada suficiente para acompanhar o ritmo. O alerta não é novo, mas ganhou urgência. Foi para enfrentar esse descompasso que o LIDE ES reuniu executivos, educadores e especialistas no Seminário Educação e Trabalho, realizado na Galeria Matias Brotas, em Vitória. A pauta foi como formar, contratar e reter os profissionais que o estado vai precisar para sustentar seu crescimento.
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A abertura contou com Thiago Santos, presidente do LIDE ES, e Roberto Campos de Lima, CEO da Findes. Para Santos, o seminário tocou em pontos que não saem da agenda do mercado. “Discutimos como as empresas estão se tornando escolas e como colocam em prática a retenção de talentos”, disse.
Lima foi direto e frisou que por décadas, empresas competiram por capital. Depois, por tecnologia. Hoje, ambos são commodities. O diferencial que resta é gente. “Essa discussão é essencial para dar clareza do que fará diferença entre as empresas que competirão com capacidade e as que serão mais uma no jogo”, afirmou.
Painéis
A programação contou com dois painéis. O primeiro, “Formação de Mão de Obra como Estratégia de Negócio”, foi mediado por Roberta Kato, CEO do Grupo Kato e Head Trabalho do LIDE ES.
Participaram Flávia Rapozo, CFO da Extrafruti S/A; Andréia Gabriel, diretora de Administração e Finanças da Divisão Comércio do Grupo Águia Branca; e Bartira Almeida, fundadora e presidente do Instituto Ponte e presidente do Conselho de Administração da Morar Construtora e Incorporadora.
Kato lembrou que as soft skills ganharam outro peso no ambiente corporativo. Além do relacionamento interpessoal, o que está em jogo é a comunicação assertiva entre líderes e equipes. “Em pleno emprego, contratar e reter talentos virou estratégia. Precisamos repensar a forma como contratamos, retemos e formamos a mão de obra do futuro”, disse.
O segundo painel, “Educação 4.0: Conectando formação, tecnologia e demandas do mercado de trabalho”, foi mediado por Valcemiro Nossa, presidente da Fundação Fucape e Head Educação do LIDE ES. Participaram Talles Vianna Brugni, Head de Soluções Corporativas e professor da Fucape; Frederico Comério, Head de Inteligência Artificial na Intelliway Tecnologia; e Marco Cesarino, fundador da Marco X e cofundador da Embraer X.
O Head Educação do LIDE ES apontou a contradição do momento. “Oito em cada dez empresas buscam profissionais qualificados e não encontram. Diplomas são emitidos, mas muitas formações não acompanham o ritmo do mercado”, disse. Para ele, a tecnologia pode ajudar desde que escola e mercado falem a mesma língua.
Cesarino foi além. “O novo híbrido é o homem e a máquina. Como habilito, pela educação, o que há de mais humano no profissional? Esse é o desafio das organizações hoje”, afirmou.
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