Polícia prende suspeito de tortura em “tribunal do crime” no ES
Polícia Civil e Militar prenderam suspeito de integrar “tribunal do crime” que torturou duas jovens em Ibiraçu, no Espírito Santo.

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), em ação conjunta com a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), prendeu um homem de 21 anos investigado por participação em um caso de tortura contra duas jovens em Ibiraçu, no Norte do estado. Segundo a Polícia Civil, as vítimas foram submetidas à violência psicológica e tiveram os cabelos cortados durante uma ação conhecida como “tribunal do crime”.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA prisão aconteceu na manhã desta terça-feira (26), no bairro Aricanga. Conforme a Polícia Civil, o suspeito foi localizado na casa da mãe dele, onde equipes cumpriram um mandado de prisão preventiva. A operação contou ainda com apoio das delegacias de Fundão e João Neiva.
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De acordo com as investigações, o investigado participou diretamente das agressões praticadas contra duas jovens moradoras do bairro Elias Bragatto. A Polícia Civil informou que o grupo criminoso suspeitava que as vítimas teriam repassado informações às forças de segurança ou transportado drogas de outro município sem autorização da facção que atua na região.
Ainda segundo a investigação, um dos envolvidos utilizou uma faca para cortar os cabelos das vítimas durante a sessão de tortura. Além disso, a Polícia Civil apontou que outro suspeito acompanhou a ação criminosa por videochamada, o que, segundo os investigadores, demonstra o nível de organização da facção e o controle territorial exercido pelo grupo.
O titular da Delegacia de Polícia de Ibiraçu, delegado Felipe Rodrigues Thomes, afirmou que parte dos investigados já foi identificada e presa. No entanto, outros envolvidos seguem foragidos.
“As prisões realizadas revelam-se fundamentais para a preservação da ordem pública, considerando que os investigados exercem papel de liderança e controle do tráfico de drogas na região, impondo intimidação coletiva à população local mediante ameaças, ostentação de armas de fogo e outras práticas criminosas voltadas à manutenção do domínio territorial da facção”, destacou o delegado.
Após os procedimentos de praxe, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
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