Apoio de Pazolini a Flávio Bolsonaro contraria orientação da cúpula nacional do Republicanos
Durante a entrevista, Pazolini também criticou as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos condenados pelos atos de 8 de janeiro

Pela primeira vez, o ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), revelou publicamente qual é seu posicionamento sobre a disputa pela Presidência da República. Em entrevista à Rádio Auriverde Brasil, nesta segunda-feira (13), ele declarou apoio ao pré-candidato Flávio Bolsonaro e afirmou que o Republicanos trabalha pela convergência da direita para as eleições de 2026.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui“No Espírito Santo, nosso posicionamento é claro. O Republicanos aqui, o presidente Erick Musso… Nós já temos o nosso sentimento, o nosso posicionamento de continuar na posição onde nós sempre estivemos. Ou seja, nós temos o candidato à Presidência da República bem estabelecido, bem fincado, né? Flávio Bolsonaro”, disse.
Entretanto, o posicionamento do ex-prefeito diverge da orientação manifestada pela direção nacional do Republicanos. Em nota divulgada, no último domingo (12), o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que o partido ainda não definiu apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo ele, qualquer decisão sobre a eleição presidencial será tomada no momento oportuno, após deliberação das instâncias partidárias.
Críticas ao STF
Durante a entrevista, Pazolini também criticou as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Segundo ele, as decisões desrespeitaram princípios como o devido processo legal, a competência do foro e garantias previstas na Constituição.
“Tem coisas que nós não aceitamos, por exemplo, essa questão… de como essas penas foram estabelecidas, né, em relação ao 8 de janeiro. São coisas que, de fato, aviltam o nosso direito à liberdade e trazem um sentimento de profunda tristeza e revolta para nós, brasileiros. Porque nós sabemos que é preciso respeitar o devido processo legal. É preciso ser julgado perante o foro competente, ou seja, o foro adequado. Nós temos a Constituição, que prevê essa divisão das atividades judiciárias, tem a competência estabelecida constitucionalmente. Tudo isso teria que ter sido observado”, afirmou Pazolini.
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