Economia

Produção industrial capixaba dispara e registra maior alta do Brasil

A indústria extrativa permanece como principal responsável pelo crescimento da produção industrial do Espírito Santo ao 2026.

Produção industrial capixaba
Foto: Divulgação

A indústria capixaba segue com destaque nacional em 2026 e mantém uma trajetória consistente de expansão da sua atividade. O Espírito Santo lidera o crescimento da produção industrial entre os estados brasileiros em três das quatro bases de comparação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF). O resultado, que ainda proporcionou que os números do Estados ficassem muito acima da média nacional, é fruto do bom desempenho da indústria extrativa e tem também a contribuição da metalurgia.

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Os dados do IBGE, divulgados na última sexta-feira (10) e compilados pelo OBSERVATÓRIO FINDES, revelam que a produção industrial capixaba cresceu 10,8% em maio deste ano, na comparação com maio de 2025, enquanto a brasileira apenas 0,2%. Na comparação entre acumulado de janeiro a maio deste ano com mesmo período de 2025, o avanço estadual foi de 21,9% e o Nacional de 1,4%. Já no acumulado de doze meses até maio, a indústria do Espírito Santo e do Brasil avançaram 20,6% e 0,4%, respectivamente.

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O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, aponta que os resultados mostram que o Estado mantém uma trajetória consistente de expansão da atividade industrial.

“Ela vem sendo impulsionada pelo fortalecimento de setores estratégicos, pelo aumento dos investimentos e pela capacidade de sua indústria de gerar emprego, renda e competitividade. Além de liderar o crescimento nacional, o desempenho reforça o papel da indústria como principal vetor do desenvolvimento econômico capixaba”, comenta.

De acordo com os dados do IBGE, nos cinco primeiros meses do ano, o desempenho da indústria capixaba foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 34,5%, refletindo o aumento da produção de petróleo e gás natural e de pelotas de minério de ferro. Já na indústria de transformação, a metalurgia foi o maior destaque com crescimento de 1,6% no mesmo período.

Baraona comenta que o setor extrativo segue sendo um dos principais motores desse desempenho. “Essa é uma indústria historicamente importante para o Espírito Santo e com grande contribuição para a geração de riquezas no Estado. Mas também é importante destacar a contribuição da metalurgia, que amplia o valor agregado da nossa produção e fortalece o parque industrial capixaba “, afirma.

Produção de petróleo e gás natural mantém protagonismo

A indústria extrativa permanece como principal responsável pelo crescimento da produção industrial do Espírito Santo ao 2026. No acumulado de janeiro a maio, o setor teve alta de 34,5%, impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás natural e de pelotas de minério de ferro.

Segundo os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em maio, a produção de petróleo alcançou 265,1 mil barris por dia, crescimento de 47,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já a produção média de gás natural chegou a 7,6 milhões de metros cúbicos por dia em maio, avanço de 65,6% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, foram produzidos 6,9 milhões de metros cúbicos por dia, crescimento de 75,8% em relação ao mesmo período de 2025.

A gerente executiva do OBSERVATÓRIO FINDES e economista-chefe da FINDES, Marília Silva, explica que o desempenho reflete a consolidação da retomada operacional dos principais ativos do setor.

“O avanço decorre principalmente do bom desempenho do navio-plataforma Maria Quitéria e da produção no campo de Wahoo. Esses empreendimentos ampliaram a capacidade produtiva do Espírito Santo e reforçam o papel estratégico do setor de óleo e gás para o crescimento industrial do Estado.”

Marília também destaca que o FPSO Maria Quitéria produziu, em maio, 71,6 mil barris de petróleo por dia, equivalente a 72% de sua capacidade instalada, além de 2,8 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. Já o campo de Wahoo segue ampliando gradualmente sua operação e deve atingir cerca de 40 mil barris por dia com a entrada em funcionamento do quarto, e último, poço produtor.

Metalurgia puxa crescimento industrial

Além da indústria extrativa, a metalurgia foi outro destaque positivo da produção industrial capixaba em maio. O segmento avançou 1,6% no acumulado de janeiro a maio impulsionado principalmente pela maior produção de ferro-gusa e bobinas a quente de aço carbono.

Para a economista-chefe da FINDES, parte desse desempenho está relacionada ao novo cenário do mercado siderúrgico brasileiro.

“As medidas de defesa comercial adotadas pelo Brasil ao longo deste ano ajudaram a fortalecer a produção nacional de aço e reduziram significativamente as importações de alguns produtos siderúrgicos. Esse movimento tende a favorecer a indústria instalada no país e contribuiu para o desempenho positivo observado no Espírito Santo”, avalia Marília.

Dados do Instituto Aço Brasil mostram crescimento da produção nacional de aço bruto (+2,4%), laminados (+0,7%) e semiacabados (+15,7%) em maio, enquanto as importações recuaram 55,4% na comparação com o mesmo mês d

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