Segurança

Polícia retira 8,5 toneladas de café do mercado após encontrar irregularidades no ES

Polícia Civil retirou 8,5 toneladas de café do mercado no ES após análises apontarem excesso de umidade e irregularidades na rotulagem.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Espírito Santo retirou aproximadamente 8,5 toneladas de café do mercado durante uma operação de fiscalização realizada em estabelecimentos da Grande Vitória.

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) coordenou as ações nos dias 10, 12 e 15 de setembro. A operação investiga possíveis fraudes relacionadas à qualidade e à comercialização de café no Espírito Santo.

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Os policiais fiscalizaram diferentes estabelecimentos e identificaram produtos de uma marca fabricada no Estado de Goiás e comercializada no território capixaba.

Análises encontraram excesso de umidade no café

A fiscalização começou após análises realizadas pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen/ES) apontarem irregularidades no produto.

Entre os problemas identificados, os técnicos constataram índice de umidade acima do limite permitido.

Segundo a Polícia Civil, o excesso de umidade pode aumentar o peso da embalagem sem representar a quantidade efetiva de café entregue ao consumidor.

As análises também apontaram problemas na rotulagem. As embalagens apresentavam informações que poderiam levar o consumidor a erro sobre as características e a quantidade do produto comercializado.

A Polícia Civil informou que, neste momento, não considera os estabelecimentos fiscalizados responsáveis pelas irregularidades encontradas.

Segundo o titular da Decon, delegado Eduardo Passamani, a investigação terá como foco a empresa responsável pela fabricação do café.

“Os estabelecimentos comerciais fiscalizados não são, neste momento, apontados como responsáveis pelas irregularidades identificadas. As investigações terão como foco a empresa responsável pela fabricação do produto, com o objetivo de apurar eventual prática de crimes contra as relações de consumo”, afirmou.

A Polícia Civil seguirá investigando a origem das irregularidades e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

Caso a investigação confirme crimes contra as relações de consumo, os responsáveis poderão responder criminalmente. Conforme o enquadramento dos fatos, as penas podem variar de dois a cinco anos de prisão.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.