Apex vai indicar mediador e avança na estruturação da recuperação judicial
Juiz também concedeu à Companhia mais prazos para envio de documentos.

O juiz Carlos Magno Moulin Lima, que assumiu o processo que trata do pedido de recuperação judicial do caso Apex Partners, proferiu na última terça-feira (20) uma decisão saneando a demanda. Além de conceder mais prazo para que a empresa envie informações ao juízo, solicitou mais informações contábeis e também decidiu que um mediador vai ser nomeado para fazer a interlocução entre investidores e a Companhia.
A Apex informou que essa medida já fazia parte dos planos da empresa, que se prepara para escolher um mediador com capacidade técnica e neutralidade diante do tema, para que possa buscar as melhores soluções para todas as partes.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!Outra medida positiva no caso está no fato de que a Justiça liberou a Apex a pedir dos investidores aportes nos projetos imobiliários, fazendo a área de Real Estate andar. A Companhia prepara um amplo comunicado aos investidores do segmento informando em especial sobre este andamento, considerado prioritário quando se fala do futuro da empresa.
Soluções
Desde que a própria empresa descobriu graves inconsistências financeiras e indícios de gestão temerária, a Apex Partners vem adotando todas as medidas judiciais e administrativas para as devidas responsabilizações. Fernando Cinelli, ex-presidente do Grupo, foi afastado do cargo e teve os bens bloqueados. Foram descobertos mais de R$ 23 milhões transferidos para suas contas bancárias sem lastro.
A Apex entrou na Justiça com um pedido de recuperação judicial. O pedido de recuperação judicial faz parte das medidas para reestruturar o Grupo, e preservar seus ativos, resguardando os interesses de investidores e credores.
Além de deixar a Apex Partners S/A com inconsistências financeiras graves, Fernando Cinelli deixou a empresa em uma complexa desorganização contábil. Desde então, uma força-tarefa trabalha para reunir e organizar a documentação necessária à análise do pedido de recuperação judicial. A Apex também contratou uma assessoria contábil para apoiar esse trabalho e identificar alternativas para a recuperação da empresa, mas vem enfrentando o fato de que as demonstrações financeiras referentes aos anos de 2023, 2024, 2025 e, principalmente, de 2026 estão incompletas.
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