Homens são 86,8% das vítimas de afogamento no Espírito Santo
Estudo aponta que homens representam 86,8% das mortes por afogamento no Espírito Santo e identifica municípios e grupos mais vulneráveis.

Os homens representaram 86,8% das vítimas fatais de afogamento no Espírito Santo entre 2023 e 2025. O índice foi 7,2 vezes maior do que o registrado entre as mulheres, segundo um estudo inédito divulgado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO levantamento também aponta maior vulnerabilidade entre crianças de até quatro anos e jovens de 15 a 24 anos. A publicação ocorre na semana do Dia Mundial e Estadual de Prevenção ao Afogamento, celebrado em 25 de julho.
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A Coordenação de Estudos Sociais do IJSN elaborou o estudo em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES) e a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).
Além de apresentar o perfil das vítimas, o levantamento identifica os municípios com maior número de mortes e mostra que os locais de maior risco variam de acordo com as características de cada região.
Linhares concentra maior número de mortes
Linhares registrou o maior número de mortes por afogamento no Espírito Santo entre 2018 e 2026. No município, os casos fatais ocorreram principalmente em lagos, lagoas e represas.
Em Guarapari, por outro lado, a maior parte dos óbitos aconteceu no mar. As diferenças reforçam a necessidade de medidas preventivas adaptadas à realidade de cada município.
A major BM Gabriela Carvalho explicou que, embora as praias concentrem a maior quantidade de ocorrências em Linhares, os ambientes de água doce apresentam maior número de mortes.
“A maior parte das ocorrências, mesmo em Linhares, ocorre nas praias. No entanto, é nos lagos, lagoas e represas que se concentra o maior número de óbitos, justamente porque esses locais, em sua maioria, não contam com a presença de guarda-vidas, apresentam maior exposição ao risco e oferecem mais dificuldade para a flutuação”, destacou.
O Corpo de Bombeiros realiza o mapeamento dos afogamentos no Espírito Santo desde 2018, por meio da análise das ocorrências atendidas no estado.
Verão, férias e fins de semana aumentam ocorrências
O estudo também identificou períodos de maior incidência de afogamentos. Os registros aumentam entre dezembro e março, durante o verão, e voltam a crescer em julho, mês marcado pelas férias escolares.
Os fins de semana também exigem atenção. Sábados e domingos concentraram 38,2% das mortes analisadas pelo levantamento.
Apesar de estar entre as principais causas de mortes acidentais no mundo, o afogamento pode ser evitado com informação, supervisão adequada e medidas de segurança.
A publicação apresenta ainda dados sobre a estrutura de salvamento aquático nos municípios capixabas e detalha iniciativas de prevenção desenvolvidas no Espírito Santo.
O material também reúne informações sobre programas educativos promovidos pelo Corpo de Bombeiros e pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático.
“Os dados apresentados neste estudo reforçam que a prevenção começa pelo conhecimento. Ao identificar os perfis mais vulneráveis e as características de cada território, oferecemos informações para fortalecer ações de prevenção, principalmente, sensibilizar a sociedade para a adoção de comportamentos seguros. A informação é um instrumento fundamental na preservação de vidas”, pontuou o diretor-geral do IJSN, Antônio Rocha.
O Dia Mundial de Prevenção do Afogamento foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ampliar a conscientização sobre o problema e incentivar ações de informação, educação e políticas públicas de prevenção.
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