Operação em Guaçuí apreende produtos suspeitos de furto e suposto mel falsificado
Policiais cumpriram quatro mandados em Guaçuí e Dores do Rio Preto e apreenderam ferramentas, equipamentos, garrafas e rótulos durante investigação.

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar apreendeu diversos objetos de procedência não comprovada e garrafas com um produto semelhante a mel durante diligências em Guaçuí e Dores do Rio Preto. A ação, batizada de “Zé Colméia”, também investiga uma possível produção clandestina e comercialização de mel falsificado.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Guaçuí, realizou a operação com apoio da Polícia Militar. Cerca de 20 policiais participaram do cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão.
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Dois irmãos, de 41 e 40 anos, foram alvos da investigação. Os policiais os conduziram à Delegacia de Guaçuí para prestar esclarecimentos.
Policiais apreendem diversos objetos em Guaçuí
Durante as buscas em uma residência pertencente à mãe dos investigados, na zona rural de Guaçuí, as equipes encontraram diversos materiais que podem ter origem em furtos.
Entre os objetos apreendidos estão motosserras, roçadeiras, furadeiras, esmerilhadeiras, serra tico-tico, máquina de solda, selas para cavalos, aparelho de televisão, computadores, ar-condicionado e micro-ondas, além de outros itens.
Segundo a polícia, os investigados não conseguiram comprovar a procedência dos produtos.
Os agentes apreenderam todo o material e o encaminharam para a Delegacia de Guaçuí, onde serão adotadas as providências relacionadas à investigação.
Polícia investiga possível fabricação de mel falsificado
Em outro imóvel, alugado pelos investigados no bairro Antônio Francisco Moreira, os policiais encontraram várias garrafas contendo um produto com aparência semelhante ao mel de abelha.
De acordo com as investigações, o endereço poderia estar sendo utilizado para uma possível produção clandestina de mel.
Na residência de um dos investigados, as equipes também encontraram diversos rótulos de associações de produtores de cidades de Minas Gerais.
A polícia suspeita que os rótulos seriam utilizados nas garrafas do produto supostamente falsificado e produzido em Guaçuí.
Investigação começou com trabalho de inteligência
A investigação surgiu de um trabalho conjunto entre o Setor de Inteligência da Delegacia de Guaçuí e o Serviço Reservado da Polícia Militar da 2ª Companhia.
Durante os levantamentos, os agentes identificaram um veículo que seria utilizado por um dos investigados para transportar o produto semelhante a mel.
O mesmo homem também é investigado por possível envolvimento em furtos ocorridos em propriedades rurais de Iconha, Rio Novo do Sul e Itapemirim.
Segundo a investigação, ele transportava o produto de Guaçuí para comercialização nessas cidades.
A polícia também apura a suspeita de que, durante os deslocamentos, o investigado identificava propriedades rurais que posteriormente poderiam se tornar alvos de furtos.
Após prestarem declarações na Delegacia de Guaçuí, os dois irmãos foram liberados.
As investigações continuam. Os materiais apreendidos deverão auxiliar a polícia a esclarecer os fatos e identificar a possível origem dos produtos encontrados.
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