Escolhido para substituir Gilvan, Lucas Casagrande corre risco de ter candidatura impugnada
Ainda suspeita-se que a estratégia teria relação com recursos partidários que seriam destinados à candidatura de Gilvan

O vereador de Viana Lucas Casagrande, escolhido pelo PL para substituir o deputado Gilvan da Federal na disputa da chapa proporcional para deputado federal, pode ter problema com a Justiça Eleitoral, e nem se quer poder continuar na disputa das eleições 2026.
O motivo apontado por opositores seria o fato de que o candidato teria participado de solenidades de inauguração e atos de ordem de serviço no município de Viana durante o período proibido pela Justiça Eleitoral.
Nesse contexto, já há movimentos de partidos opositores para pedir a impugnação da sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Caso a oposição leve a frente o pedido de impugnação e a Justiça Eleitoral julgue procedente, o candidato Lucas Casagrande pode ter a candidatura impugnada, frustrando os planos do PL, que tenta minimizar o impacto da saída do deputado Gilvan da Federal, que teve a sua candidatura a reeleição indeferida pela Justiça Eleitoral.
A decisão levou em consideração a condenação do deputado por violência política de gênero contra a então vereadora e atual deputada estadual Camila Valadão (PSOL).
Suspeita de candidatura laranja?
A escolha de Lucas para substituir Gilvan na chapa proporcional também é motivo de questionamentos nos bastidores.
A suspeita é de que, além da proximidade entre os dois políticos, uma vez que Lucas já foi assessor do deputado, o vereador seria utilizado como uma espécie de candidato substituto de confiança para manter a estrutura eleitoral construída por Gilvan e preservar recursos destinados à campanha.
Ainda suspeita-se que a estratégia teria relação com recursos partidários que seriam destinados à candidatura de Gilvan e que parte desse dinheiro poderia ser utilizada para resolver compromissos financeiros relacionados à campanha anterior.
Uma publicação da Agência Congresso aponta que a suspeita é de que Lucas teria sido escolhido para garantir recursos do fundo partidário. Os valores são da ordem de R$ 2 milhões e R$ 3 milhões.
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