Espírito Santo

Congresso debate ética médica, IA e judicialização no ES

Congresso em Vitória reuniu especialistas para discutir ética, inteligência artificial, judicialização e segurança jurídica na área da saúde.

A foto mostra o advogado Dr. Igor Fonseca
Fonte: Dr. Igor Fonseca l Acervo Pessoal

A tecnologia já mudou a forma de médicos, pacientes e instituições se relacionarem. Com isso, surgem novos desafios para a Medicina e para o Direito. Inteligência artificial, redes sociais, saúde digital e judicialização estão entre os temas que exigem atenção dos profissionais. Essas mudanças também afetam diretamente quem busca atendimento ou tratamento.

Esse cenário esteve no centro do Congresso de Direito Médico e da Saúde – “Os Novos Desafios do Direito Médico e da Saúde: Ética, Tecnologia, Responsabilidade e Segurança Jurídica”, realizado nessa terça-feira (15), em Vitória.

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O evento reuniu especialistas das áreas jurídica e médica para discutir situações cada vez mais presentes na rotina dos serviços de saúde.

O que o Congresso de Direito Médico discutiu?

O congresso abordou os principais conflitos e transformações que envolvem Medicina, tecnologia e Justiça.

De acordo com os focos, a programação foi dividida em quatro mesas temáticas. Os debates trataram, assim, da pressão sobre a Medicina, ética no ambiente digital, inteligência artificial e prevenção de conflitos jurídicos.

A proposta também buscou aproximar profissionais de diferentes áreas. Afinal, decisões tomadas no consultório ou no ambiente digital podem gerar consequências jurídicas.

Judicialização coloca saúde e Justiça em contato

A judicialização da saúde ocorre quando uma pessoa procura a Justiça para resolver uma questão relacionada ao atendimento. O problema pode envolver medicamentos, tratamentos, procedimentos ou cobertura de planos de saúde.

No Espírito Santo, esse cenário ganhou dimensão expressiva. Entre janeiro e junho de 2026, o estado registrou 5.458 novos processos relacionados à saúde. Desse total, 3.770 envolveram a saúde pública. Outros 1.688 processos estavam relacionados à saúde suplementar.

Medicina sob pressão também entrou no debate

A primeira mesa discutiu “Criminalização da Medicina, medicina defensiva e judicialização da saúde”.

A medicina defensiva acontece quando profissionais adotam determinadas condutas pensando também na possibilidade de questionamentos jurídicos futuros.

O debate busca entender como proteger pacientes e profissionais sem transformar o atendimento em uma prática guiada apenas pelo receio de processos.

Redes sociais ampliam desafios da ética médica

A segunda mesa tratou da “Ética médica na era digital”. O tema ganhou espaço com a presença cada vez maior de médicos nas redes sociais.

Nesse ambiente, profissionais precisam equilibrar comunicação, informação e responsabilidade. Conteúdos publicados na internet podem alcançar milhares de pessoas rapidamente.

O advogado especialista em Direito Médico, Dr. Igor Fonseca, participou da mesa, apresentando palestrantes e contextualizando o painel:

“Foi uma grande satisfação participar do Encontro Nacional de Direito Médico, promovido pelo Conselho Federal de Medicina e pela Ordem dos Advogados do Brasil, integrando o Painel II – ‘Ética Médica na Era Digital’. O avanço da tecnologia tem imposto novos e relevantes desafios à relação entre Direito, Medicina e sociedade, especialmente no que diz respeito à ética, à responsabilidade profissional e aos limites da atuação no ambiente digital. Participar desse debate, ao lado de profissionais de grande referência, foi uma experiência extremamente enriquecedora e uma importante oportunidade de contribuir para a reflexão sobre temas que já fazem parte da realidade da prática médica e jurídica.”

Dr. Igor Fonseca l Acervo Pessoal

Inteligência artificial exige novas discussões

A terceira mesa colocou a “Inteligência artificial, a saúde digital e a responsabilidade jurídica em pauta”. Ferramentas digitais já auxiliam diferentes atividades na saúde. Porém, seu uso também levanta questões sobre responsabilidade profissional, proteção de dados e tomada de decisões. Por isso, profissionais precisam compreender tanto as possibilidades quanto os limites dessas tecnologias.

Como prevenir conflitos na prática médica?

A quarta mesa discutiu “Segurança jurídica na prática médica e prevenção de litígios”. O objetivo envolve reduzir conflitos antes que eles cheguem aos tribunais. Comunicação clara, registro adequado das informações e respeito às normas profissionais ajudam nesse processo.

O congresso terminou com o debate sobre “O futuro do Direito Médico e o da Saúde”.

A discussão mostra, desse modo, que as transformações tecnológicas já fazem parte da rotina médica. Ao mesmo tempo, o Direito precisa acompanhar essas mudanças para responder aos novos desafios.

Para o paciente, isso significa uma relação cada vez mais influenciada por tecnologia, direitos, deveres e responsabilidade. Conhecer esse cenário ajuda a compreender melhor as decisões que envolvem seu próprio cuidado.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.