Mulher acusada de tentativa de homicídio por envenenamento vai a júri na próxima segunda-feira (26)
A ré responde pelo crime de tentativa de homicídio qualificado: cometido por motivo torpe, com emprego de veneno, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, informa que será realizado, na segunda-feira (26/10), no Fórum Criminal de Vitória, o julgamento por Tribunal do Júri de Bruna Garcia Barbosa Marinho.
A ré responde pelo crime de tentativa de homicídio qualificado: cometido por motivo torpe, com emprego de veneno, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, para assegurar a impunidade ou vantagem de outro crime e contra pessoa idosa.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!O MPES reafirma seu compromisso institucional em garantir os direitos da vítima e com a justiça, reforçando que atuará até o fim do processo legal pela responsabilização da acusada.
Entenda o caso
Segundo a denúncia, o crime teria ocorrido ao longo de pelo menos 1 ano e 3 meses. Bruna atuava como secretária no consultório da vítima, médico cardiologista, desde 2013. Responsável por administrar as finanças da clínica, a ré utilizava desse controle para desviar dinheiro em benefício próprio, e teria desviado R$ 544 mil ao longo de 12 anos.
Com os desvios prestes a serem descobertos, Bruna teria começado a envenenar a vítima misturando arsênio, substância tóxica, à comida e à água de coco servidas na clínica, na intenção de jogar uma cortina de fumaça e afastar a responsabilidade pelos crimes financeiros por meio da morte do médico.
A vítima começou a desenvolver suspeitas quando, paralelamente à descoberta de faltas na sua conta bancária, começou a apresentar problemas de saúde recorrentes, que incluíam dores intensas no estômago, anemia, fraqueza, agravamento de sintomas de Parkinson e episódios de vômito com sangue. O médico precisou fechar a clínica que mantinha há mais de 30 anos devido às complicações.
A descoberta de um frasco de arsênio em um depósito da clínica, comprado em nome do marido de Bruna, bem como a confirmação de intoxicação contínua da vítima por pelo menos 15 meses, obtida por meio de análise toxicológica, culminaram na prisão da ré, efetuada em outubro de 2025.
Você no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726