Política Regional

Bancada Feminina da Câmara repudia violência contra Marina Silva

De acordo com Jack Rocha, o que ocorreu não foi apenas um desrespeito a uma ministra de Estado, mas sim um ataque brutal à democracia, à dignidade das mulheres

Foto: Reprodução | Câmara dos Deputados

A Bancada Feminina da Câmara dos Deputados repudiou as falas desrespeitosas proferidas contra a ministra do Meio Ambiente durante sessão no Senado Federal nesta terça-feira (27).

“Nós, da Coordenação da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, nos unimos em
indignação e solidariedade à ministra Marina Silva, diante dos ataques sofridos hoje no Senado
Federal”, explicou a coordenadora-geral da Bancada Federal Feminina na Câmara dos Deputados, Jack Rocha (PT).

De acordo com a parlamentar, o que ocorreu não foi apenas um desrespeito a uma ministra de Estado, mas sim um ataque brutal à democracia, à dignidade das mulheres e, em especial, à história de uma mulher negra que construiu sua trajetória com coragem, sabedoria e compromisso com o Brasil.

A sessão, conduzida pelo senador Marcos Rogério, tornou-se, segundo o texto, um palco de um espetáculo vergonhoso de impunidade e covardia.

“E não podemos ter um parlamento omisso. O desrespeito institucional cometido revela a urgência de um novo pacto de civilidade e respeito no Parlamento brasileiro. Marina Silva não foi apenas interrompida, foi silenciada em uma tentativa de humilhação e desumanização em pleno exercício de sua função”, afirma.

A nota de repúdio ainda destaca que “ouvir de um senador que “fala com a ministra, não com a mulher” como se ambas não pudessem coexistir na mesma pessoa é expressão pura de um machismo cruel que ainda permeia as instituições. Relembrar, como fez esse mesmo senador, a declaração de que “queria enforcá-la” não é liberdade de expressão: é incitação à violência. É inaceitável. É crime”.

Nota na íntegra

Nós, da Coordenação da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, nos unimos em
indignação e solidariedade à ministra Marina Silva, diante dos ataques sofridos hoje no Senado
Federal.
O que ocorreu não foi apenas um desrespeito a uma ministra de Estado, foi um ataque brutal à
democracia, à dignidade das mulheres e, em especial, à história de uma mulher negra que
construiu sua trajetória com coragem, sabedoria e compromisso com o Brasil.
A sessão conduzida pelo senador Marcos Rogério tornou-se palco de um espetáculo
vergonhoso de impunidade e covardia. E não podemos ter um parlamento omisso. O
desrespeito institucional cometido revela a urgência de um novo pacto de civilidade e respeito
no Parlamento brasileiro.
Marina Silva não foi apenas interrompida, foi silenciada em uma tentativa de humilhação e
desumanização em pleno exercício de sua função. Ouvir de um senador que “fala com a
ministra, não com a mulher” como se ambas não pudessem coexistir na mesma pessoa é
expressão pura de um machismo cruel que ainda permeia as instituições. Relembrar, como fez
esse mesmo senador, a declaração de que “queria enforcá-la” não é liberdade de expressão: é
incitação à violência. É inaceitável. É crime.
A tentativa de calar também a senadora Eliziane Gama reforça o que sabemos: há uma
estrutura de poder que ainda não admite mulheres com voz ativa e presença altiva. E quando
essa mulher é negra, a violência é ainda mais brutal, mais desumana, mais simbólica.
Marina Silva é símbolo da luta ambiental, da ética pública e da resistência das mulheres
brasileiras. Sua presença no governo e na história do Brasil é patrimônio da nossa democracia.
Atacá-la não é apenas ofender uma ministra — é atentar contra todas nós.
Marina Silva, é deputada federal , está licenciada e, mesmo como ministra Chefe de Estado,
mas principalmente por ser cidadã brasileira , tem prerrogativas que precisam ser respeitadas
— por dever legal e democrático.
Acreditamos em um Congresso Nacional justo e equilibrado, defensor de cada brasileiro e
brasileira e por isso , este caso precisa ser levado ao Senado Federal com seriedade junto as
suas instâncias competentes cumpram a Lei 14.192/2021- e demais dispositivos jurídicos da
legislação brasileira que coíbam a violência política de gênero.
Repudiamos com veemência os ataques sofridos, reafirmamos nosso compromisso com um
debate público civilizado e igualitário.
Não seremos silenciadas. Por Marina. Por todas. Pelo Brasil.

Jack Rocha
Coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados

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