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Por que julho e agosto têm 31 dias? Descubra

A divisão desigual dos dias entre os meses está diretamente ligada ao desejo de poder e prestígio de antigos governantes, e não apenas à lógica astronômica. Entenda

Imagem de um calendário do mês de fevereiro de 2020, com destaque em azul no dia 29. À direita, aparecem também os meses de janeiro e março em miniatura. A imagem indica que o ano é bissexto, já que fevereiro possui 29 dias.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A pergunta “por que os meses têm 30 ou 31 dias?” tem origem em uma longa jornada de ajustes históricos, políticos e culturais. O calendário que usamos hoje, chamado de calendário gregoriano, foi moldado com base em observações astronômicas e decisões de imperadores romanos. A divisão desigual dos dias entre os meses está diretamente ligada ao desejo de poder e prestígio de antigos governantes, e não apenas à lógica astronômica.

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O começo: o calendário romano tinha menos meses

Antes da configuração atual, o calendário romano possuía apenas 10 meses, totalizando 304 dias. Os meses de janeiro e fevereiro não existiam, e o inverno era um período sem nome. Com o tempo, os romanos perceberam que o ano solar (tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol) tinha cerca de 365 dias. Para corrigir isso, os meses de janeiro e fevereiro foram adicionados, criando o ano de 12 meses.

Por que os meses têm 30 ou 31 dias?

A distribuição dos dias nos meses se baseou, inicialmente, em um padrão alternado: um mês com 30 dias, seguido de outro com 31 dias. Contudo, esse padrão foi quebrado por razões políticas. O imperador Júlio César, ao reformar o calendário e criar o calendário juliano, estabeleceu que o mês de julho (nomeado em sua homenagem) teria 31 dias, como forma de simbolizar seu poder.

Porque julho e agosto têm 31 dias?

Aqui está o ponto crucial: o mês de agosto também tem 31 dias por causa da vaidade imperial. Após a morte de Júlio César, o imperador Otávio Augusto assumiu o poder e não queria que seu mês (agosto) tivesse menos dias que julho. Para isso, ele tirou um dia de fevereiro e adicionou a agosto, garantindo que julho e agosto tivessem ambos 31 dias. Esse ajuste desfez o padrão de alternância, mas consolidou o prestígio dos imperadores no calendário.

A influência dos imperadores no calendário

Essa decisão mostra como o calendário que usamos hoje é fruto não apenas de cálculos astronômicos, mas também de ações políticas e disputas por prestígio. Julho e agosto, meses que hoje associamos às férias e ao verão no hemisfério norte, são marcas permanentes de dois dos maiores líderes do Império Romano.

Por que fevereiro ficou com menos dias?

Como consequência dos ajustes em julho e agosto, fevereiro foi o mês que mais perdeu. Originalmente, ele já era o mais curto, mas ao ser novamente encurtado, ficou com apenas 28 dias em anos comuns e 29 nos anos bissextos. Isso explica por que fevereiro parece um mês “incompleto”: ele foi sacrificado para igualar o número de dias dos meses dos imperadores romanos.

Afinal, porque julho e agosto têm 31 dias?

A resposta para essa pergunta está ligada à vaidade imperial e à política do Império Romano. Tanto julho quanto agosto têm 31 dias porque foram batizados em homenagem a Júlio César e Augusto, respectivamente. E, para não parecer que um tinha mais importância que o outro, ambos os meses receberam o mesmo número de dias, mesmo que isso quebrasse a lógica alternada da distribuição mensal.

Um calendário feito de poder e tradição

A maneira como dividimos o tempo em meses de 30 ou 31 dias é uma herança direta das decisões tomadas há mais de dois mil anos. Entender por que julho e agosto têm 31 dias nos ajuda a perceber que o calendário que rege nossas vidas é resultado de uma mistura de astronomia, história e vaidade humana. E mesmo que já estejamos no século XXI, seguimos usando um sistema profundamente enraizado no passado do Império Romano.

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Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade 2 de Julho e MBA em Comunicação Corporativa pela Unifacs, já trabalhou como produtor de jornalismo all news na Band News FM Salvador. Exerceu a função de assessor de imprensa e comunicação na Prefeitura de Madre de Deus, Grupo Varjão e Câmara Municipal de Salvador.

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