Afogamentos no Sul do Espírito Santo revelam perfil das vítimas e locais críticos
Dados oficiais apontam predominância de casos em cursos d’água e maior incidência entre homens.

Os afogamentos no Sul do Espírito Santo apresentaram variações nos últimos anos, conforme dados do Observatório Estadual da Segurança Pública do Espírito Santo. O painel reúne registros consolidados por município, faixa etária, sexo e tipo de local.
Entre 2018 e 2021, o Estado contabilizou 16 casos em 2018, 23 em 2019, 14 em 2020 e 21 em 2021. Os números demonstraram oscilação anual, com pico em 2019.
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Além disso, os dados revelaram que a maioria das ocorrências aconteceu em cursos d’água. Esse tipo de local concentrou 42,6% dos registros.
O mar apareceu em segundo lugar, com 24,2% dos casos. Lagoas, lagos e represas somaram 17,4%. Cachoeiras e piscinas representaram 4,2% cada.
Outros locais responderam por 2,6% das ocorrências. Registros ignorados ou não informados representaram percentuais inferiores a 2%.
Afogamentos no Sul do Espírito Santo: perfil das vítimas
Os afogamentos no Sul do Espírito Santo atingiram, sobretudo, homens. De acordo com o painel, 89,5% das vítimas eram do sexo masculino. Por outro lado, as mulheres representaram 10,5% dos casos registrados.
No que diz respeito à faixa etária, crianças e adolescentes de 0 a 14 anos concentraram 16,8% das ocorrências. Em seguida, jovens de 15 a 24 anos responderam por 14,7%.
Além disso, adultos entre 35 e 44 anos representaram 14,2%. Já pessoas de 25 a 34 anos somaram 13,2%. Da mesma forma, idosos com 65 anos ou mais também registraram 13,2%.
Por sua vez, as faixas de 45 a 54 anos e de 55 a 64 anos apresentaram 12,6% e 11,1%, respectivamente. Ainda assim, casos sem informação corresponderam a 4,2%.
Quanto ao dia da semana, os dados também mostraram maior incidência aos fins de semana. O sábado concentrou 24,2% das ocorrências. Logo depois, o domingo registrou 21,6%.
Durante a semana, entretanto, a segunda-feira respondeu por 14,2% dos casos. Em seguida, a terça-feira somou 12,6%, enquanto a sexta-feira registrou 11,6%.
Já a quarta-feira apresentou 10,5%. Por fim, a quinta-feira teve o menor percentual, com 5,3%.
Conforme o Observatório Estadual da Segurança Pública do Espírito Santo, os números reforçaram, portanto, a necessidade de prevenção, sobretudo em áreas naturais.
Além disso, o perfil das vítimas indicou a importância de campanhas direcionadas ao público masculino e às faixas etárias mais expostas.
Dessa forma, os afogamentos no Sul do Espírito Santo permaneceram como desafio para políticas públicas de segurança aquática. Portanto, especialistas defenderam reforço na fiscalização, sinalização e educação preventiva.
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