Duplicação da BR-262 terá 4 túneis, mais de 50 viadutos e ciclovias
Projeto do DNIT prevê duplicação total da rodovia, com túneis, viadutos e investimento de R$ 8,6 bilhões em duas fases.

A duplicação da BR-262 avança como uma das principais obras de infraestrutura do Espírito Santo. Desde 2018, o Coinfra destaca a importância da rodovia para o transporte de cargas, o abastecimento da Grande Vitória e o fluxo de turistas. Além disso, a via conecta o litoral às regiões de montanha.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiEm 2022, o conselho passou a defender a criação de um novo trecho entre Viana e Marechal Floriano. Nesse sentido, o projeto do DNIT segue essa proposta e prevê uma rodovia com capacidade para atender à demanda futura. O corredor liga a BR-101, em Viana, até a divisa com Minas Gerais, em Irupi, ampliando a conexão com o mercado mineiro e o Centro-Oeste.
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O novo projeto inclui estruturas de grande porte. Ao todo, estão previstos 50 viadutos ou passagens inferiores, 28 pontes e seis passarelas. Além disso, a obra contará com quatro túneis que somam 2.012 metros e cerca de 176,8 mil metros quadrados de obras especiais. Também estão planejadas 31 interseções em desnível, 24 retornos operacionais, 22,6 quilômetros de áreas urbanizadas e 40 quilômetros de ciclovias.
Etapas e cronograma da obra
Os estudos começaram em 2023 e, atualmente, o edital principal está pronto. Dessa forma, o lançamento da licitação deve ocorrer no segundo semestre de 2026, com critério de técnica e preço. Antes disso, em abril de 2026, o DNIT deve licitar a supervisão da obra e o cadastramento cartorial. Paralelamente, o projeto prevê o protocolo da Licença Prévia no IEMA ainda entre março e início de abril, com expectativa de aprovação em 2027.
A duplicação abrange 180,6 quilômetros de extensão total, divididos em cinco lotes. Inicialmente, a fase 1 contempla os três primeiros lotes, enquanto a fase 2 inclui os lotes restantes. Além disso, o projeto prevê 38,3 quilômetros de variantes e 100% do trecho duplicado.
O investimento total chega a R$ 8,6 bilhões. A primeira fase será executada com recursos públicos até o entroncamento com a ES-484, em Conceição do Castelo. Já a segunda fase seguirá até a divisa com Minas Gerais, em Pequiá, com previsão de concessão. O Governo do Estado destinou R$ 2,3 bilhões, provenientes do acordo da barragem de Mariana, para a etapa inicial.
Entretanto, a execução da obra ainda apresenta desafios. O projeto exige licenciamento, contratação e um aporte anual próximo de R$ 1,24 bilhão. Além disso, a organização da governança será necessária para garantir a continuidade da obra e a aplicação dos recursos.
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