Polícia Civil apreende fuzil que seria entregue a facção criminosa no ES
Arma de uso restrito, avaliada em até R$ 60 mil, foi trazida do Rio de Janeiro e seria entregue a integrantes do Terceiro Comando Puro com atuação no Espírito Santo.

Uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) impediu que um fuzil de uso restrito chegasse às mãos de integrantes de uma facção criminosa com atuação no Estado. A ação, realizada pelo Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), resultou na prisão em flagrante de um homem de 34 anos na tarde do último sábado (13), no bairro Praia de Itaparica, em Vila Velha.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiCom o suspeito, os policiais apreenderam um fuzil calibre 5.56 e três carregadores. Conforme as investigações, a arma havia sido trazida do Rio de Janeiro e seria entregue a membros do Terceiro Comando Puro (TCP). No mercado ilegal, o armamento está avaliado entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.
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Os detalhes da operação foram apresentados nesta segunda-feira (15), durante coletiva realizada na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.
Segundo o delegado-geral da PCES, Jordano Bruno, retirar armas de guerra de circulação faz parte das prioridades da instituição no combate às organizações criminosas.
“Quando retiramos das ruas um armamento dessa natureza, reduzimos significativamente a capacidade dessas organizações de praticarem homicídios, promoverem ataques armados e intimidarem a população. Trata-se de um equipamento de alta letalidade, que gera insegurança para os moradores e pode ser utilizado, inclusive, em confrontos contra as forças de segurança”, destacou.
O delegado-geral acrescentou que o fuzil estava em pleno funcionamento e tem alcance de até 600 metros.
A investigação começou há cerca de dez dias, após o setor de inteligência identificar movimentações ligadas à negociação do armamento. De acordo com o chefe do Denarc, delegado Ricardo Almeida, a arma tinha como destino criminosos ligados ao TCP no Espírito Santo.
“Conseguimos frustrar uma negociação de arma de fogo que abasteceria integrantes da facção no Espírito Santo. O investigado confessou que recebeu R$ 2.500,00 para transportar o armamento da comunidade Vila Aliança, na região de Bangu, no Rio de Janeiro, até o ES, onde faria a entrega para criminosos locais”, explicou.
As apurações apontam que o suspeito não possui antecedentes criminais e atua em uma empresa do ramo de telecomunicações. Em depoimento, ele afirmou que não faz parte da organização criminosa e que aceitou o transporte da arma por enfrentar dificuldades financeiras. As alegações seguem sob análise da polícia.
Ainda conforme as investigações, o homem deixou o Rio de Janeiro na manhã de sábado e chegou ao Espírito Santo no período da tarde. Após se hospedar em um hotel na região de Praia de Itaparica, ele passou a ser monitorado pelos policiais e foi abordado ao sair do estabelecimento carregando uma bolsa onde estava escondido o armamento.
O fuzil estava desmontado em três partes, mas poderia ser montado rapidamente e utilizado em poucos instantes.
Segundo o delegado Ricardo Almeida, a abordagem foi antecipada devido ao elevado potencial ofensivo da arma.
“Não sabíamos exatamente quando ou para quem a arma seria entregue. Diante da gravidade da situação e do potencial ofensivo do fuzil, a prioridade foi garantir sua apreensão antes que chegasse às mãos dos criminosos”, ressaltou.
A arma apreendida possui a numeração raspada e será submetida a exames periciais pela Polícia Científica, que tentará recuperar a identificação original e rastrear sua procedência.
O homem foi autuado por comércio ilegal de arma de fogo na modalidade transporte. A Polícia Civil também solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva, considerando a gravidade do caso e a possível ligação com uma organização criminosa. Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV), onde permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam em parceria com as forças de segurança do Rio de Janeiro. O objetivo é identificar a origem do armamento, os responsáveis pelo fornecimento da arma e os integrantes da facção que receberiam o fuzil no Espírito Santo.
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