Cachoeiro reforça ações para desocupação de área ocupada pelo MST
Nesta quinta-feira, uma força-tarefa retornou ao local para realizar uma nova vistoria.

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim reforçou as medidas administrativas, técnicas e jurídicas para viabilizar a desocupação da área ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, na localidade de Tijuca, às margens da BR-482.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiNesta quinta-feira, uma força-tarefa retornou ao local para realizar uma nova vistoria. Participaram da ação equipes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, com fiscais de Posturas e de Obras, além de servidores da Vigilância Sanitária, Meio Ambiente e Assistência Social.
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A fiscalização foi realizada a partir de solicitação do Ministério Público do Espírito Santo e tem como objetivo produzir novos registros para o procedimento que analisa a ocupação, confirmar irregularidades já identificadas e verificar a existência de novas construções no local.
Durante a vistoria, os servidores documentaram construções irregulares, ausência de saneamento básico e de água tratada para consumo, descarte inadequado de esgoto, acúmulo de lixo e instalações elétricas improvisadas e expostas. O cenário representa riscos à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança das famílias.
As equipes também identificaram pessoas que necessitam de tratamento e acompanhamento contínuo, incluindo idosos acamados e crianças com deficiência. As condições sociais e de saúde encontradas serão registradas no relatório e encaminhadas aos órgãos responsáveis para a adoção das providências necessárias.
Vistorias anteriores já haviam apontado a formação de um núcleo habitacional precário e clandestino, sem infraestrutura adequada e em desacordo com as normas urbanísticas, ambientais e sanitárias.
Todo o material produzido, incluindo registros técnicos, notificações e eventuais autos de infração ou embargo, será encaminhado à Procuradoria-Geral do Município e ao Ministério Público.
A Prefeitura defende que a situação seja resolvida por meio da desocupação judicial, de forma legal, organizada e humanitária, com acompanhamento social das famílias em situação de vulnerabilidade e atuação integrada entre as instituições responsáveis.
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