Política Nacional

Ricardo Ferraço repudia projeto que proíbe drones na agricultura do ES

A medida, de autoria das deputadas Camila Valadão (Psol) e Iriny Lopes (PT), tramita na Assembleia Legislativa.

Foto: Divulgação | Gov ES

O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), repudiou, nesta quarta-feira (18), o Projeto de Lei (PL) 828/2023, que prevê a proibição da aplicação aérea de agrotóxicos no Espírito Santo. A medida, de autoria das deputadas Camila Valadão (Psol) e Iriny Lopes (PT), tramita na Assembleia Legislativa.

“São razões para lá de óbvias. A ciência, a tecnologia, a inovação, a produtividade, tudo isso está ao nosso lado, ao lado da agricultura capixaba. E não é possível que vozes isoladas, como essas, queiram trazer para o agro capixaba o negacionismo. Não a esse projeto, que vai representar o retrocesso na agricultura do nosso Estado”, afirmou Ricardo Ferraço.

As parlamentares justificam que a preocupação é com a saúde dos trabalhadores rurais e com as comunidades vizinhas.

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Para reforçar o seu discurso, o vice-governador ainda divulgou um vídeo onde o pesquisador e engenheiro agrônomo Francisco Graziano alerta para as consequências que a decisão de proibir a pulverização área trouxe para o Estado do Ceará.

De acordo com o especialista, antes, quando se fazia a pulverização aérea, a fazenda Tropical Nordeste, utilizava quatro pessoas e fazia três pulverizações por ano, utilizando uma média de 20 a 25 litros de calda de fungicida por hectare, mas após a proibição desse método, houve um aumento significativo no consumo de agrotóxicos e na probabilidade de contaminação dos trabalhadores.

“Sabe como é que está a situação agora? Porque proibiu a pulverização aérea? O mal da Sigatoka-amarela está lá comendo os pomares. Eles estão com oito pessoas todos os dias, durante seis meses combatendo a Sigatoka-amarela e sabe quanto é que eles estão gastando? 200 litros de calda fungicida por hectare, ou seja, o consumo de agrotóxicos aumentou dez vezes e você tem oito pessoas todos os dias sujeitas a intoxicação, antes fazia por avião”, comparou.

O PL 828/2023 foi lido em plenário no dia 9 de outubro e tramitará pelas comissões de Justiça, Saúde, Meio Ambiente, Agricultura e Finanças antes de ser avaliado pelos deputados.

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