Cidades

Sistema de café arborizado é tema de intercâmbio realizado em Alegre

O projeto tem por objetivo avaliar o desempenho de cafeeiros arábica e conilon em cultivos arborizados e consórcios perenes

Sistema de café arborizado
Foto: Divulgação/Governo do ES

O município de Alegre recebeu, nesta semana, uma visita para intercâmbio de conhecimento sobre sistemas de café arborizado. A ação aconteceu nesta quarta-feira (20), na unidade de pesquisa participativa (UPP). Na propriedade do produtor rural Júlio Mendonça, na comunidade de Santa Luzia, em Alegre.

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Todavia, a visita na unidade de pesquisa faz parte de uma das várias ações do projeto intitulado “Desempenho Agronômico e Econômico do Cafeeiro em Sistemas Arborizados”, fruto de um convênio entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Aliás, o coordenador da meta de implantação das unidades de pesquisa participativa, o extensionista do Incaper local Ricardo Eugênio Pinheiro. Explicou que a unidade de pesquisa em Alegre está na fase inicial. Até o momento, o café arborizado, é composto por café conilon, abacate, banana e cultivos de milho e feijão. Assim, segundo Pinheiros, técnicos e agricultores monitoram e avaliam os indicadores de sustentabilidade para esse tipo de sistema. Como cultivo, mão de obra, econômico, do solo e socioambiental.

Unidade participativa

Na unidade participativa, os resultados sobre Sistemas Agroflorestais (SAFs) com café conilon foram observados por mais de 15 pessoas. Entre elas, agricultores familiares, extensionistas e pesquisadores do Incaper, além de bolsistas e professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) – campus de Alegre.

Contudo, o diretor do Sindicato dos Agricultores Familiares e Assalariados de Alegre (Sitrua), o agricultor familiar Rubney Gonçalves Sant’Ana, tem participado das atividades do projeto desde o início. “Hoje, o dia foi bem produtivo. Estou aprendendo muito com a troca de experiências entre os agricultores e técnicos. Com a visita na propriedade do produtor Júlio Celio de Mendonça, comparando com a visita do ano anterior, pude observar que o solo está enriquecendo com a cobertura morta, existe mais presença de minhocas, mais umidade no solo da área do sistema e uma diversificação de plantas. Isso mostra que está aumentando a sustentabilidade do sistema”, disse Sant’Ana.  

O extensionista Ricardo Eugênio lembrou ainda que os indicadores de sustentabilidade direcionam os resultados deste projeto de pesquisa estão inteiramente ligados à percepção dos agricultores sobre o sistema.

“Por meio da percepção e experiência dos agricultores familiares. Conseguimos compreender os pontos críticos tecnológicos, econômicos e sociais que limitam a implantação de sistemas arborizados na região. Assim, construímos consórcios adequados, promovendo a difusão simultânea de resultados parciais na região Sul-Caparaó do Espírito Santo”, frisou.

Aliás, também estão sendo implantadas três Unidades de Pesquisa Participativa (UPPs) em propriedades de agricultores dos municípios de Alegre, Ibitirama e Iúna.

Sobre o projeto do sistema de café arborizado

O projeto “Desempenho Agronômico e Econômico do Cafeeiro em Sistemas Arborizados” tem por objetivo avaliar o desempenho de cafeeiros arábica e conilon em cultivos arborizados e consórcios perenes. Contudo, também o desenvolvimento de genótipos de cafeeiro arábica e conilon nesses consórcios. Dessa forma, pretende-se ampliar os conhecimentos técnico-científicos e a rede de pesquisa em cultivos arborizados, envolvendo pesquisadores, professores, extensionistas e agricultores.

No Estado do Espírito Santo, o projeto é desenvolvido pelo Incaper, em parceria com a Ufes e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes). Contudo, além da implantação das UPPs, o projeto propõe outras quatro soluções para inovação: Gestão do Projeto; Sistema Agroflorestal (SAF) Pacotuba, Café Arábica e Juçara e Seleção de Genótipos.