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Cidades

Jovens autistas compartilham histórias inspiradoras em Cachoeiro

Essas histórias de superação destacam a importância do apoio familiar e das intervenções terapêuticas adequadas no desenvolvimento e bem-estar de jovens autistas.

Por Redação

3 mins de leitura

em 30 de maio de 2024, às 10h00

Foto: Divulgação

A Unimed Sul Capixaba realizou o 2º Encontro Integrar para pais e responsáveis, na última segunda-feira (27/05), em Cachoeiro de Itapemirim. O evento, mediado pelo psicólogo, Breno Nicoli, contou com um bate-papo com três jovens autistas que superam os desafios e vivem uma trajetória promissora.

Bruno Ferri Chagas, de 22 anos, tem autismo nível 1 de suporte, transtorno de aprendizagem, hiperfoco e altas habilidades. Desde pequeno, ele se comunicava, principalmente, através de desenhos. Sua mãe, Edna Ferri, enfrentou dificuldades para obter o diagnóstico, mas com perseverança, dedicou-se a ajudá-lo em casa com atividades como jogos e ditados. Bruno destaca a importância do apoio familiar em sua jornada, ajudando-o a superar dificuldades na fala e leitura. “Minha família sempre me apoiou e acreditou em mim”, conta Bruno.

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Francisco Marques Rodrigues Bragança, de 13 anos, recebeu o diagnóstico de autismo nível 1 de suporte aos 10 anos, após um longo processo de investigação. Segundo sua mãe, Viviane Bragança, Francisco sempre foi muito inteligente e tinha hiperfoco em diversos assuntos. Apesar das dificuldades iniciais, como problemas de sono e adaptação a terapias, ele se destacou por sua inteligência precoce e até escreveu um livro de aventura recentemente.

Davi Pereira Alves, de 18 anos, tem autismo nível 1 de suporte TDAH e ansiedade. Ele foi diagnosticado aos 10 anos e sempre apresentou dificuldades de interação social, hipersensibilidade auditiva, entre outras. Davi encontrou no xadrez uma forma de desenvolver suas habilidades e venceu vários campeonatos escolares. Recentemente, concluiu o ensino médio e planeja estudar neurociência para entender mais sobre o cérebro humano e ajudar outros como ele. “Eu acho o cérebro humano fascinante, eu como autista entenderia mais sobre mim mesmo e, consequentemente, sobre os outros”, explica Davi.

Essas histórias de superação destacam a importância do apoio familiar e das intervenções terapêuticas adequadas no desenvolvimento e bem-estar de jovens autistas.

Através do Integrar (Unidade de Terapias Especiais da Unimed Sul Capixaba), a cooperativa oferece um espaço dedicado ao acompanhamento de pacientes com Transtornos Globais do Desenvolvimento. Com uma abordagem baseada na análise do comportamento aplicada, o Integrar atende crianças de todas as idades diagnosticadas com algum atraso no neurodesenvolvimento, com ênfase na estimulação primária na primeira infância. O trabalho é fundamentado em bases éticas e científicas, com uma equipe multidisciplinar qualificada para oferecer o atendimento mais adequado a cada paciente.

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