Fiscalização revela desmatamento em área de Mata Atlântica no ES
Polícia Militar Ambiental identifica supressão de vegetação em Reserva Legal durante operação realizada no distrito de Itapina, em Colatina.

O desmatamento em área de Reserva Legal em Colatina foi identificado durante uma fiscalização realizada pela Polícia Militar Ambiental no último domingo (8). A ação ocorreu no distrito de Itapina.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA operação foi conduzida por equipes da 2ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Os militares iniciaram a fiscalização após receberem alertas emitidos por sistemas de monitoramento ambiental.
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Esses sistemas detectaram possíveis alterações na cobertura vegetal da região. A partir dessas informações, os policiais ambientais iniciaram a análise detalhada da área.
Durante o procedimento, os militares utilizaram imagens de satélite e ferramentas de geoprocessamento. Além disso, os policiais consultaram dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Com base nas análises técnicas, os militares constataram a supressão de vegetação nativa do bioma Mata Atlântica. A vegetação estava em estágio inicial de regeneração.
Parte do desmatamento ocorreu dentro de área destinada à Reserva Legal da propriedade. Esse tipo de área possui proteção ambiental prevista pela legislação brasileira.
De acordo com a fiscalização, a intervenção atingiu aproximadamente 342 mil metros quadrados de vegetação. Desse total, cerca de 244 mil metros quadrados estavam dentro da área protegida.
Além disso, os policiais identificaram sinais de queima de material vegetal no local. Essa prática ocorreu dentro da área protegida e sem autorização do órgão ambiental competente.
Desmatamento em área de Reserva Legal em Colatina
O desmatamento em área de Reserva Legal em Colatina teria começado a partir de novembro de 2025. A informação foi identificada durante a análise das imagens de satélite utilizadas na fiscalização.
Segundo os dados obtidos pelos policiais ambientais, a intervenção teve como objetivo a implantação de pastagem. A área desmatada passou por limpeza e preparação do terreno.
Durante a operação, os militares fizeram contato com o meeiro responsável pela área. Ele informou que a limpeza do terreno ocorreu entre o final de 2025 e o início de 2026.
De acordo com o relato apresentado, o objetivo da intervenção seria a formação de pastagem para atividades rurais. Posteriormente, os policiais também conversaram com o proprietário do imóvel.
O proprietário confirmou ser o responsável pela intervenção na vegetação. Entretanto, ele afirmou desconhecer a necessidade de autorização ambiental para realizar esse tipo de atividade.
Diante das irregularidades constatadas, os policiais ambientais adotaram medidas administrativas previstas pela legislação. Entre as providências está o embargo das áreas desmatadas.
Além disso, os militares identificaram, em tese, infrações previstas nos artigos 41 e 48 da Lei de Crimes Ambientais. A legislação está prevista na Lei nº 9.605, de 1998.
Essas normas tratam de crimes relacionados à destruição de vegetação e uso irregular de áreas protegidas. As penalidades podem incluir sanções administrativas e responsabilização penal.
A Polícia Militar Ambiental reforça que qualquer intervenção em vegetação nativa exige autorização prévia do órgão ambiental competente. O descumprimento dessas normas pode resultar em multas e outras medidas legais.
Dessa forma, o caso de desmatamento em área de Reserva Legal em Colatina destaca a importância do monitoramento ambiental. As fiscalizações buscam preservar áreas protegidas e garantir o cumprimento da legislação ambiental.
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