Educação: 17 municípios do Sul do ES ainda não pagam piso salarial de professores
Desde o início de 2025, o MPF encaminhou recomendações a 65 prefeituras para que regularizassem a remuneração dos profissionais do magistério.

Mesmo após a recomendação expedida pelo Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) para adequação dos salários dos profissionais da educação básica ao Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), 37 municípios capixabas ainda não comprovaram o cumprimento da legislação. O cenário mantém o Espírito Santo diante de um dos principais desafios da educação pública: a valorização dos professores da rede municipal.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDesde o início de 2025, o MPF encaminhou recomendações a 65 prefeituras para que regularizassem a remuneração dos profissionais do magistério. Até o momento, 41 municípios apresentaram documentação comprovando o pagamento do piso nacional entre 2025 e 2026.
Por outro lado, mais da metade das cidades notificadas inicialmente ainda não demonstrou o cumprimento integral da norma federal, o que levou os órgãos de controle a ampliarem o debate sobre possíveis soluções técnicas, financeiras e jurídicas.
Para discutir alternativas, o MPF, em parceria com o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES), promoverá uma audiência pública no próximo dia 26 de junho, às 8h30. O encontro reunirá representantes dos municípios, órgãos de fiscalização e gestores públicos.
Entre os municípios que ainda não comprovaram o pagamento do piso estão importantes cidades capixabas. As cidades que ainda não cumprem ou não comprovaram o pagamento do piso são:
- Água Doce do Norte;
- Águia Branca;
- Alto Rio Novo;
- Barra de São Francisco;
- Bom Jesus do Norte;
- Cachoeiro de Itapemirim;
- Conceição da Barra;
- Conceição do Castelo;
- Dores do Rio Preto;
- Fundão;
- Guarapari;
- Guaçuí;
- Ibatiba;
- Ibiraçu;
- Iconha;
- Irupi;
- Iúna;
- Jerônimo Monteiro;
- João Neiva;
- Linhares;
- Marataízes;
- Mimoso do Sul;
- Muniz Freire;
- Muqui;
- Presidente Kennedy;
- Rio Bananal;
- Rio Novo do Sul;
- Santa Leopoldina;
- Santa Teresa;
- São Gabriel da Palha;
- São José do Calçado;
- São Mateus;
- Serra;
- Vargem Alta;
- Viana;
- Vila Valério;
- Vitória.
Por outro lado, 41 municípios já comprovaram o cumprimento da legislação, entre eles Vila Velha, Cariacica, Colatina, Aracruz, Alegre, Anchieta e Nova Venécia.
O piso nacional do magistério é definido anualmente pelo governo federal e representa o valor mínimo que deve ser pago aos profissionais da educação básica da rede pública que cumprem jornada de 40 horas semanais. O descumprimento da legislação pode resultar em medidas administrativas e judiciais.
A audiência pública promovida pelos órgãos de controle busca justamente identificar os obstáculos enfrentados pelas administrações municipais e construir alternativas que permitam a regularização dos salários dos professores, garantindo o cumprimento da lei e a valorização dos profissionais da educação no Espírito Santo.
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