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‘Cão Terapia’: pacientes de hospital público são beneficiados no ES

O projeto “Cão Terapia” faz parte da implementação de cuidados do plano terapêutico das crianças da saúde mental, desenhado pela direção-geral do hospital, junto à Secretaria da Saúde (Sesa) e o Instituto Acqua

Foto: Divulgação | Gov ES

O Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), localizado em Vila Velha, conta atualmente com cinco voluntários e seis cachorros que atuam no projeto “Cão Terapia”.

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Lançado em abril de 2023, na ala de Psiquiatria, o projeto é uma das ações de humanização da unidade que leva sorrisos e leveza à rotina do hospital, promovendo cuidado e auxiliando no bem-estar das crianças, uma vez que a presença dos pets traz diferentes benefícios.

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O médico-coordenador da Psiquiatria do Himaba, Rafael Mazzini, ressalta que o contato com os animais estimula a liberação de hormônios benéficos ao nosso organismo, ligados diretamente à regulação emocional, como endorfina e serotonina, além de reduzir hormônios relacionados ao estresse agudo, como o cortisol.

“Em pacientes com quadros psiquiátricos, assim como pacientes enfermos por condições que requerem tratamento mais intensivo, como os pacientes oncológicos, a Cão Terapia se mostra um recurso valioso, uma vez que promove atenuação de sintomas ansiosos e depressivos, de modo a amenizar os impactos emocionais da internação. Aliado a isso, estimula a socialização, autoestima, a aceitação no tratamento, promovendo maior bem-estar ao paciente”, disse Mazzini.

O projeto “Cão Terapia” faz parte da implementação de cuidados do plano terapêutico das crianças da saúde mental, desenhado pela direção-geral do hospital, junto à Secretaria da Saúde (Sesa) e o Instituto Acqua, responsáveis pela gestão do hospital, com as políticas públicas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o coordenador-assistencial do Himaba, Renan Modesto Gomes, essa estratégia adotada em um hospital infantil traz benefícios ainda maiores, pois garante também o direito à brincadeira.

“O ambiente hospitalar é carregado de estigmas nada agradáveis ou felizes, mas quando os cães entram proporcionam leveza e bem-estar imediato. Aqui na Unidade de Internação Psiquiátrica vemos muitos pacientes agressivos ou depressivos, que apresentam melhoras sutis apenas com o amor e a companhia dos pets. As crianças e os acompanhantes sempre ficam muito gratos com esse gesto de carinho, cuidado e atenção”, afirmou Gomes.

Além disso, para que o momento de descontração junto aos animais possa acontecer no ambiente hospitalar, os cães passam por um processo de regularização antes, como explica a gerente de Humanização do hospital, setor responsável pela organização do projeto, Jhenyffer Pesse.

“Os cães vão a cada 15 dias e todo o trabalho é feito em conjunto com a equipe médica, respeitando as exigências de qualidade e segurança do ambiente hospitalar. Sendo assim, eles passam por aprovação de diversos setores, como o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e devem atender às necessidades e regras específicas, como a vacina em dia, banho higiênico, termo de saúde do animal assinado pelo veterinário, avaliação de adestrador e uma reavaliação semestral de todos esses quesitos”, explicou Jhenyffer Pesse.

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