Política Regional

Disputa política trava formação de comissões na Assembleia Legislativa

O impasse vai além da burocracia e reflete disputas de poder, especialmente nas comissões de Saúde e Saneamento e de Cooperativismo, consideradas estratégicas dentro da Casa.

Foto: Reprodução | Ales

Após um mês da eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), a definição das comissões permanentes segue indefinida, expondo os embates nos bastidores da política capixaba. Segundo fontes dos bastidores políticos, o impasse vai além da burocracia e reflete disputas de poder, especialmente nas comissões de Saúde e Saneamento e de Cooperativismo, consideradas estratégicas dentro da Casa.

Influência política

Na Comissão de Saúde, o embate entre os deputados Bruno Resende (União) e Fábio Duarte (Rede) escancara a divisão dentro da própria base do governador Renato Casagrande (PSB). Ambos os parlamentares são governistas e disputam um dos colegiados mais relevantes da Ales, responsável por pautas de grande impacto social. Mais do que uma questão técnica ou de experiência na área, a disputa se traduz em influência política sobre a agenda da saúde no Estado.

Já na Comissão de Cooperativismo, a briga entre Allan Ferreira (Podemos) e Callegari (PL) ganha contornos ainda mais acirrados. Ferreira, alinhado ao governo, busca manter o comando da comissão, enquanto Callegari, da oposição, tenta ampliar o espaço de sua base política na Assembleia. A rivalidade se intensifica pelo fato de ambos terem forte presença eleitoral em Cachoeiro de Itapemirim, tornando a disputa não apenas uma questão de protagonismo na Casa, mas também de força política em seu reduto.

Interesses

Diante do cenário, o governo Casagrande opta por não intervir diretamente, o que pode ser interpretado tanto como um gesto de respeito à autonomia do Legislativo quanto como uma estratégia para evitar desgastes com aliados. Enquanto isso, a indefinição mantém as comissões paralisadas, levantando questionamentos sobre as prioridades do Parlamento. Afinal, quando os interesses políticos se sobrepõem ao funcionamento da Casa, quem sai prejudicada é a população capixaba.

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