Segurança

Operação prende 9 suspeitos ligados a grupo criminoso no Espírito Santo

Ação mobilizou cerca de 80 policiais e teve apoio aéreo do Notaer na região de Praia Grande.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Nove pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo criminoso que atua na região de Praia Grande, em Fundão. A ação, chamada de Operação Libertar, ocorreu na manhã dessa terça-feira (30) e também cumpriu mandados de busca e apreensão.

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Ao todo, cerca de 80 policiais civis participaram da operação, com apoio de 20 viaturas e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer). Os detalhes foram apresentados nessa quarta-feira (1º), durante coletiva na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.

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De acordo com a Polícia Civil, a operação teve como objetivo combater a atuação de uma organização criminosa que tentava ampliar o domínio territorial em comunidades da região. As investigações são conduzidas pela Delegacia de Polícia de Fundão.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, o trabalho faz parte de uma estratégia de enfrentamento a grupos criminosos no Espírito Santo. Ele afirmou que, nos últimos 14 meses, as investigações em Fundão resultaram em 54 prisões. Com a nova operação, o número chegou a 63.

A Polícia Civil informou que os investigados atuavam principalmente no bairro Direção, em Praia Grande. Conforme as apurações, o grupo usava a venda de drogas, pichações, intimidação de moradores, expulsão de residentes e bloqueio de vias para tentar controlar a área.

Ainda segundo a investigação, o grupo se autodenomina “Tropa da Finlândia” e teria ligação com a facção criminosa Comando Vermelho. A polícia aponta que essa relação ajudaria no fornecimento de drogas, no financiamento de armas e na divisão de funções dentro da organização.

Entre os presos está um dos principais gerentes do grupo criminoso na localidade. O líder da organização e outros quatro investigados seguem foragidos e continuam sendo procurados.

O delegado Leandro Sperandio, titular da Delegacia de Fundão, afirmou que a ação é resultado de um trabalho investigativo iniciado há cerca de 14 meses. Segundo ele, as operações realizadas no período contribuíram para reduzir os índices de homicídios no município.

O Notaer também participou da operação com apoio aéreo. De acordo com o tenente-coronel Pinheiro, a aeronave foi usada para ampliar a vigilância da área e dar mais segurança às equipes em solo.

Após as prisões, os nove investigados foram levados para a unidade policial e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional. Eles permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que a Operação Libertar deve ter novas fases, com foco na localização dos foragidos e na identificação de outros possíveis integrantes do grupo criminoso.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.