Política Nacional

CPI quer indiciamento de suspeito de matar cão no Espírito Santo

De acordo com informações relatadas no boletim de ocorrência, o cão de cinco anos fugiu da casa da tutora no dia 27 de maio.

Por Redação

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em 20 de jun de 2024, às 16h25

Foto: Eduardo Dias
Foto: Eduardo Dias

A CPI dos Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa (Ales) esteve nesta quarta-feira (19) em São Mateus. O objetivo é apurar a morte do cão Hulk, da raça pinscher, que teria sido vítima de maus-tratos.

Na audiência pública realizada na Câmara Municipal e presidida pela deputada estadual Janete de Sá (PSB), prestaram depoimentos a tutora do cachorro, duas testemunhas do caso e o homem apontado como agressor.

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De acordo com informações relatadas no boletim de ocorrência, o cão de cinco anos fugiu da casa da tutora no dia 27 de maio. A tutora encontrou Hulk agonizando em uma rua do bairro Guriri, sendo levado para uma clínica veterinária. Após dois dias internado em estado grave, o animal não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo testemunhas, quem causou os ferimentos foi um homem de 44 anos, que teria acolhido o cão durante os dias que o animal estava fora de casa. Vizinhos contaram que o homem ficou contrariado com os pedidos da tutora para que Hulk fosse devolvido. Por isso, o suspeito teria atirado o cachorro por cima de um muro, causando os ferimentos.

O suspeito da agressão optou por manter o silêncio em boa parte das perguntas. No entanto, ao ser questionado pela presidente da CPI, assumiu que estava arrependido dos seus atos.

A médica-veterinária que atendeu o cão em uma clínica também prestou depoimento como testemunha, relatando que o animal chegou ao local com ferimentos graves. No fim da audiência, que durou cerca de três horas, a deputada Janete de Sá afirmou que, no entendimento da CPI, o suspeito cometeu maus-tratos contra o animal e deve responder criminalmente pelo caso.

Punição por maus-tratos aos animais

“Nós entendemos que cabe o pedido de indiciamento dessa pessoa pelo crime de maus-tratos e vamos estar pedindo a pena máxima de cinco anos de prisão. Vamos remeter todas as peças para o Ministério Público, para que ele ofereça denúncia à Justiça e ingressar com um processo criminal contra o suspeito”, explicou a deputada.

A parlamentar também destacou a importância do combate à violência contra os animais no Espírito Santo. “A gente quer levantar a atenção das pessoas para esse tema e pedir às pessoas que estão nos assistindo mais respeito aos animais. Eles sentem dor, sentem fome, sentem frio. São inadmissíveis os crimes contra os animais e o abandono do poder público com os animais”, concluiu a deputada. 

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