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Política

Poder Legislativo do ES reconhece importância das mulheres negras

O legado de Benedita foi destacado em vários pronunciamentos durante a homenagem no Plenário Dirceu Cardoso

Por Redação

4 mins de leitura

em 08 de jul de 2024, às 10h36

Foto: Divulgação

As mulheres negras estiveram em destaque na Assembleia do Espírito Santo e a deputada federal carioca Benedita da Silva (PT/RJ) é a mais nova personalidade contemplada com o Título de Cidadania Espírito-Santense.

A proposta foi feita pela correligionária petista, deputada Iriny Lopes. Para ela, a homenagem reflete o que de melhor os capixabas podem oferecer a alguém com a estatura histórica de Benedita da Silva.

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Dessa forma, o evento destacou o legado de Benedita em vários pronunciamentos durante a homenagem realizada nesta sexta-feira (5), no Plenário Dirceu Cardoso. Haja vista, se tratar da primeira negra a ocupar os cargos de vereadora no Rio de Janeiro, deputada federal constituinte (1988) e de senadora da República.

Representatividade das mulheres negras no Espírito Santo

O presidente da Casa, deputado Marcelo Santos, manifestou alegria em receber Benedita da Silva no Parlamento estadual. Além disso, ele afirmou que se sente representado por ela no Congresso, já que seu pai, ex-deputado federal Aloízio Santos, era negro.

“Tenho no meu gabinete com muito orgulho uma foto histórica do meu pai com Nelson Mandela e com o falecido ex-governador Albuíno Azeredo, tendo ao fundo lideranças negras capixabas”, contou Marcelo, demonstrando vínculo afetivo com a causa dos afro-brasileiros.

Entretanto, o presidente lamenta ainda que o racismo por causa da cor da pele ainda é uma realidade “enraizada” na mente de muitos preconceituosos.

Além do Título de Cidadania capixaba, Benedita também recebeu um exemplar do livro Biografia do Abismo, do jornalista e consultor Thomas Traumann, lançado na quinta (4) na Ales.

A obra foi escrita em parceria com o cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Felipe Nunes.

A obra, publicada pela editora Harper Collins,  analisa cerca de 100 mil entrevistas domiciliares e conclui que o país está em profunda crise nas relações políticas entre seus cidadãos.

Superação  

Em seu pronunciamento, Iriny Lopes citou que é amiga de “Bené” há mais de 40 anos, a quem exultou por ter superado várias barreiras. Lembra que a colega começou a vida como empregada doméstica.

Destaca ainda que ela chegou a exercer o cargo de governadora do Rio de Janeiro (por nove meses em decorrência da saída de Anthony Garotinho para disputar a presidência da República, em 2002).

“Estou muito honrada por causa da Benedita, nossa Tereza de Benguela, nossa Dandara, nossa Carolina de Jesus”, declarou Iriny, em referência a mulheres negras que deixaram sua marca na história. Ela ainda acrescentou que a homenageada reflete a boa política ao pautar suas ações em benefício dos excluídos, sobretudo das mulheres e dos homens pretos.

Benedita da Silva agradeceu pelas manifestações de carinho que, conforme disse, recebeu desde o desembarque no aeroporto.

Liberdade

“Quero que todos saibam que eu agora sou uma capixaba”, declarou Benedita.

Também prestigiaram a entrega do título de cidadania ativistas da causa negra e dos direitos humanos, lideranças de religiões de matriz afro. Além deles, os deputados federais petistas Jack Rocha e Helder Salomão.

O secretário nacional de Juventude, Ronald Sorriso; a vice-reitora da Ufes, Sônia Lopes; a presidente do Conselho Estadual de Igualdade Racial também prestigiaram o evento.

A homenagem ainda contou com outras personalidades. Entre elas, Fátima Tolentino e a presidente do sindicato que representa os trabalhadores da limpeza no Estado, Evanir dos Santos Reis. 

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