Política Nacional

Parlamentares debatem estratégias de segurança pública no ES

Conduta dos profissionais de segurança durante confrontos com criminosos foi tema debatido por vários deputados nesta quarta

Por Redação

4 mins de leitura

em 30 de ago de 2023, às 13h25

Foto: Ellen Campanharo | Ales
Foto: Ellen Campanharo | Ales

A ação da Polícia Militar (PMES) e da Guarda Civil Municipal de Vitória na segunda-feira (28), que culminou com uma troca de tiros entre as forças de segurança e criminosos na Avenida Leitão da Silva, segue repercutindo no Legislativo capixaba. O presidente Marcelo Santos (Podemos) e demais parlamentares comentaram sobre o assunto durante a sessão ordinária desta quarta-feira (30).

“As forças de segurança, os guardas municipais, as polícias Civil e Militar defendem de forma brilhante os capixabas. Defendem os parlamentares, os magistrados, os promotores, o governador, o secretariado, o pedreiro, o gari, a servente, o médico, defende a todos os capixabas indistintamente”, disse o presidente Marcelo Santos.

O presidente também destacou que a Casa está solidária às forças de segurança.

“Enquanto eu estiver à frente da Assembleia Legislativa, as forças de segurança têm aqui o apoio do Poder Legislativo, têm o apoio da maioria dos colegas deputados. Porque são mulheres e homens guerreiros, que saem de casa sem saber se vão voltar”, pontuou.

Marcelo fez questão de ressaltar que as forças de segurança estão sujeitas a contarem com profissionais ruins em seu quadro como qualquer outra instituição.

“É claro que existem maus policiais, maus agentes de segurança. Como existem maus parlamentares, maus médicos, maus advogados, maus juízes, maus promotores. Mas não é por conta de um, dois ou três, que nós vamos contaminar toda uma categoria, toda uma força de segurança”, opinou.

O deputado Tyago Hoffmann (PSB) concordou com o presidente. “Nós não estamos aqui para proteger as pessoas que fazem as coisas de forma errada. Então, quando há um erro policial, quando há um erro de qualquer agente público, a gente não está aqui para passar a mão na cabeça. Mas nós temos uma polícia absolutamente preparada, uma das mais preparadas do Brasil”, defendeu.

“As forças de segurança do Espírito Santo passam por intenso treinamento e obviamente, elas estão absolutamente preparadas. Têm cursos na área de direitos humanos e na área de respeito aos direitos dos cidadãos. (…) Não vai acertar sempre, infelizmente, mas sempre com um olhar humano”, concluiu o governista.

Defesa da Vida

A preservação da vida em primeiro lugar. Esse foi o posicionamento da deputada Camila Valadão (Psol). “Este é um tema muito central para nós que estamos no âmbito da Comissão de Direitos Humanos. A gente tem pensado muitas estratégias, do ponto de vista de pensar uma segurança que pense na preservação da vida em primeiro lugar. Da vida dos civis, da vida dos policiais, do ponto de vista inclusive da saúde mental dos policiais militares”, comentou.

Para Camila, é preciso investir em inteligência e tecnologia. “Defender a segurança pública é, sem dúvida, defender as forças de segurança, mas cobrando ações que preservem a vida. (…) Nós queremos ações policiais com inteligência, com preservação da vida em primeiro lugar. Portanto, a gente vem cobrando investimento na polícia, inclusive do ponto de vista tecnológico”, disse.

Estratégias

Já a deputada Iriny Lopes (PT) questionou os métodos utilizados, de forma geral, pelas forças de segurança. “É sempre polêmico o debate sobre métodos e estratégias de segurança pública. Ao meu juízo, segurança pública pressupõe duas questões básicas. Pesados investimentos sociais, para o crescimento individual e coletivo das comunidades. Geração de emprego e renda, garantia de educação e saúde. A questão da cultura e do esporte como instrumentos fundamentais”, posicionou-se.

A petista também cobrou investimento na Polícia Científica como estratégia. “O segundo pressuposto, pesados investimentos na Polícia Científica. A força só leva a mais força. (…) Isso não protege nem a vida dos membros da sociedade e muito menos dos membros da segurança pública. Está superado esse modelo, é um modelo esgotado”, opinou.   

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