ICMS: projetos do Poder Executivo são aprovados na Assembleia
Todas as iniciativas tramitaram em regime de urgência, receberam parecer oral das comissões em plenário e foram acatadas pelos deputados.

Os deputados aprovaram cinco proposições de autoria do governo do Estado na sessão ordinária desta terça-feira (14). Três delas versam sobre o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); as outras duas trazem mudanças nas promoções de militares e na concessão de bolsa para professores. Também foram acolhidas duas propostas de parlamentares.
Todas as iniciativas tramitaram em regime de urgência, receberam parecer oral das comissões em plenário e foram acatadas pelos deputados. Agora, seguem para sanção ou veto do governador Renato Casagrande (PSB).
LEIA TAMBÉM: Comissão aprova validade indeterminada para laudo de deficiência no ES
O Projeto de Lei (PL) 32/2024 altera a Lei 7.000/2001, que trata do ICMS, para retirar o leite em pó da lista de itens com alíquota fixa de 12% do imposto. A ideia é inserir esse produto na alíquota modal do imposto, de 17%, igualando à do leite longa vida (UHT – Ultra High Temperature). Já o leite in natura mantém a tributação de 12%. As modificações só produzirão efeitos a partir de 1º de janeiro de 2025.
Tyago Hoffmann (PSB), que foi o relator da matéria, destacou que a ideia é trazer mais competitividade para o produtor capixaba. Dary Pagung (PSB) disse que a medida é uma forma de defender a indústria do Espírito Santo. “Esse projeto dá valor para quem produz leite e trabalha”, corroborou Zé Preto (PP).
Já o PL 65/2024 estabelece que não haverá recolhimento de ICMS sobre as transferências de mercadorias entre estabelecimentos de mesma titularidade, beneficiando redes de atacadistas e varejistas. A finalidade é ajustar a legislação estadual ao que estabelece a Lei Complementar Federal (LC) 204/2023, que fixou novas normas de cobrança do ICMS no país.
Ainda na área do ICMS, o PL 75/2024 aumenta o rigor das regras de cobrança do imposto devido por contribuinte considerado reincidente, nomeado de devedor contumaz pela legislação. O chamado Regime Especial de Fiscalização terá regras mais rígidas para esses devedores e eles serão impedidos de participar de programas de benefícios e incentivos fiscais.
Mais uma vez Hoffmann foi o relator. Para o parlamentar, essa ação “aperta o cerco” contra o devedor contumaz. “Nós entendemos que é possível uma empresa passar por uma dificuldade momentânea e ter dificuldades para pagar o ICMS. Quase todo o ano o Estado faz uma Refis para que quem passou por uma situação difícil possa colocar o ICMS em dia. O problema é que tem pessoas que abusam dessa legislação, não paga corretamente e vende o produto mais barato, gerando competição desigual com quem paga corretamente”, explicou.
Você no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726